segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Sobre a FABOM




para os que aida tem duvidas sobre o fudno saúde segue um 
trecho de discurso do Dep Paulo Ramos
E agora, Sr. Presidente, chega as minhas mãos uma documentação que vou adjetivar como, pelo menos, estranha. Alguns oficiais do nosso
estimadíssimo Corpo de Bombeiros, nosso bombeiro, que é a instituição que tem o maior reconhecimento da população, criaram a Fundação de Apoio ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro. Todos os criadores dessa fundação ocupam o último posto da carreira, todos, e a chamam de fundação privada. Qual a finalidade da fundação?
Dizem que é sem fins lucrativos, que é assistencial e que terá por objetivo apoiar o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro nos campos financeiro,administrativo, cultural  , desportivo  ,  técnico-científico assistencial, da proteção comunitária , de saúde , de instrução e ensino , de pesquisa ou
qualquer  outro  meio  que  efetivamente contribua   para o seu desenvolvimento e aperfeiçoamento.
Eu não sei qual é o verdadeiro propósito, mas não  tenho  dúvidas  de  que estamos diante de mais uma   ONG  disposta  a   assumir responsabilidades públicas , no fundo , no fundo, substituindo a administração pública do Corpo de Bombeiros, usando, obviamente, todos os recursos públicos.
Aí vem, vejam que é uma fundação privada, o estatuto , que me traz  uma surpresa ,  pelo menos. Diz o artigo 17:
“O Conselho de Curadores é o órgão soberano da   Fundação   e  será  composto  por   sete integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, a saber: o diretor geral de finanças , o diretor geral de apoio logístico, o diretor geral de ensino e instrução e mais   quatro integrantes que deverão  ser indicados      pelo    Comandante – Geral     da corporação, sendo um deles "necessariamente praça”, a dizer que integrou lá um subtenente, ou um sargento, ou um cabo, ou um soldado.
Se é uma fundação de direito privado, como estabelecer  imediatamente   esse   tipo de confusão?  É uma confusão.
Na verdade, é uma fundação que estará sob controle , então , do  Comandante-Geral  do Corpo de Bombeiros , qualquer  que seja , qualquer que venha a ser.
É ele quem indica o diretor de finanças do Corpo de Bombeiros ou o diretor geral de apoio logístico ou o diretor de ensino e instrução ; também ele vai indicar outros quatro membros. É algo, para dizer o mínimo, deplorável e que precisa ser do conhecimento de todos.
Sr. Presidente, assim como o Governo do Estado está praticamente extinguindo a rede Iaserj, que atende o servidor público civil na área da saúde – a luta tem sido muito grande para impedir que  isso aconteça , esperamos que essa luta seja vitoriosa –,  agora ,   a nova
fundação, Fabom , Fundação de Apoio aos Bombeiros Militares, faz um convênio com a Unimed e dá prazo para que os bombeiros militares interessados   possam se   inscrever.
Eles não dizem aqui qual é o custo dessa inscrição. É um plano de saúde coletivo? É um plano de saúde institucional? Quem é que vai pagar?
A pergunta    sobre   quem   vai   pagar  , Sr. Presidente, é pertinente, porque os bombeiros militares, como também os policiais militares, já descontam em folha valor para o atendimento à saúde. Aliás, o desconto é sacado no próprio contracheque e o governo não o tem repassado para a área de saúde do Corpo  dos   Bombeiros .   Aliás , não   tem repassado também os descontos que incidem na folha de pagamento dos Policiais Militares para a área de saúde.
Os bombeiros já pagam um plano de saúde com desconto em folha, o Governo do Estado faz uma espécie de apropriação indébita, os bombeiros     contribuem    e   não    têm   o atendimento oficial que deveriam ter para a saúde  e surge  uma  fundação  que faz  um convênio   com   a  Unimed   para   que  os bombeiros ainda tenham que pagar mais ainda pelo atendimento à saúde.
Sr. Presidente, eu estou muito preocupado, porque ainda há outro detalhe: os bombeiros militares, mesmo contribuindo, com desconto em folha, para o fundo de saúde, para o Funsbom ,   ainda   pagam    por    inúmeros tratamentos , pagam  por  meio  de outros descontos em folha, em cinco vezes, dez vezes, dependendo do custo do tratamento.
Quer dizer , a remuneração  é   péssima , contribuem  para a saúde , não  têm  o atendimento; no atendimento que têm,ainda pagam adicionais divididos em vezes e, agora ,
surge uma fundação de direito privado que é composta     oficialmente    por      
bombeiros militares do serviço ativo, sob comando do comandante da corporação, para um convênio com a Unimed, para que os bombeiros tenham
que pagar mais ainda por um tratamento de saúde.
Conheço muitos companheiros do Corpo de Bombeiros,muitos que estão no serviço ativo. Tenho um apreço especial pelo Coronel Pedro, Comandante-Geral, mas não posso concordar com isso. Vou marcar uma audiência com o Coronel Pedro para, pelo menos, receber as devidas e necessárias explicações a respeito dessa iniciativa , porque qualquer dia   essa Fabom vai assumir a administração financeira total do Corpo de Bombeiros, vai assumir os programas de educação.   Na verdade, está me
parecendo uma grande teta  , em detrimento das    aspirações   e    direitos do  bombeiros militares.
Sr. Presidente, estamos no final do ano, já vamos para  o recesso. De qualquer maneira, mesmo nesse período, vamos tentar nos reunir com   as     entidades    representativas    dos bombeiros militares   e vamos    saber qual o sentimento e qual a posição em relação a essa exploração adicional.
Não é possível! Os bombeiros militares prestam bons serviços à população, são reconhecidos, mas merecem muito mais respeito.
Muito obrigado.
   Fica bem claro o tipo de exploração a qual estamos submetidos, só falta nossa tropa acordar pra realidade de que precisamos estar atentos quanto aos que desejam apenas se aproveitar de nós.

O texto é público e nos foi passado via e-mail por um grande colaborador do movimento S.O.S. Bombeiros, nossa equipe fez apenas a postagem.  


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Ainda Falta Muito

      
Quando ingressamos na nossa amada corporação, fizemos um juramento: "Ao Ingressar no Corpo de Bombeiros Militar do Estado Do Rio de Janeiro, prometo regular minha conduta pelos preceitos da moral, cumprir rigorosamente as ordens das autoridades a que estiver subordinado e dedicar-me inteiramente ao serviço da pátria, ao serviço de bombeiro militar e a segurança da comunidade, mesmo com sacrifício da própria vida." em uma análise mais minuciosa deste nosso juramento perpétuo, verificamos que a honra e a dignidade estão em primeiro lugar já que os conceitos morais vem antes de tudo. 
as perguntas são simples: 
* E quando nosso salario não é o suficiente para que possamos nos dedicar inteira e exclusivamente ao serviço da pátria e ao serviço de bombeiro militar? 
*  E quando cumprir rigorosamente as ordens significa não atender o povo, ou prejudicar um colega desnecessariamente ou ainda trabalhar em funções incompatíveis com nosso juramento? 
* E quando nos sacrificamos com a vida e essas mesmas autoridades a quem estamos subordinados deixam nossas famílias desamparadas? esses familiares também não estão a lista de pessoas da comunidade a quem juramos assegurar e proteger com a própria vida?  
 A mesma autoridade que prende um bombeio que trabalha numa segurança alegando que ele deve ter dedicação exclusiva, mas libera o militar pra trabalhar atividades como combate a dengue PROES e outros, se valendo do fato de que o militar mal remunerado precisa pagar suas contas, nos usando pra tapar os buracos errados do estado. ai nesse caso se pode quebrar o juramento e não mais se dedicar exclusivamente ao serviço? 
   Meus amigos, nossa organização, não é uma vitória, é uma tática. na realidade temos muito trabalho a ser feito e pouco a se comemorar. Considerando a dimensão do que estamos enfrentando, qualquer batalha vencida é digna de comemoração. Os colegas excluídos voltaram, isso é muito bom, contudo estamos deixando para traz muitas baixas;
 Quem vai trazer de volta a mãe do Sgt BM Paulo Nascimento, que possuía frágil saúde e faleceu  ( e sabemos que não foi a única) por parada cardíaca durante o estressante acampamento dos bombeiros na ALERJ, do qual seu filho fazia parte? ou ainda o filho do Sgt BM Túlio abortado por sua esposa durante a ocupação do Quartel Central do CBMERJ e teve como jazigo a latrina do banheiro feminino de praças?  o Cad BM Charles Lima do 3º ano de curso de formação de oficiais diagnosticado inicialmente por TORCICOLO e acabou falecendo por suposta MENINGITE? será que a dor dessa mãe é menor que a dor da esposa do Túlio? Temos centenas de  militares oprimidos nos quartéis, alunos residentes passando fome proibidos de jantar, médico que sai pra salvar a vida de uma criança e regressa preso por evasão do serviço ( o juramento não era pra salvar?), em fim, ainda hoje depois desses anos de luta coisas como essas continuam acontecendo e não vão parar a não ser que a gente lute.
   Encerro endossando as palavras do Secretário de Defesa Civil, Cel BM Sergio Simões, durante a formatura do CFS 2013 na EsBCS: "Os princípios da hierarquia e disciplina são a base estrutural da nossa corporação mas elas não podem ser implementadas  sem algo ainda mais primário e importante; RESPEITO MÚTUO" 
Nós concordamos plenamente com nosso comandante, e aguardamos ansiosamente por isso. 
No dia que o respeito mutuo for devidamente valorizado, o SOS Bombeiros deixará de ser necessário.
  
Abraços à Equipe SOS Região dos Lagos, parabéns pela organização.


Equipe S.O.S. Guadalupe
(Túlio, prometi que não ia esquecer e não esquecemos. fique em paz irmão)