segunda-feira, 11 de novembro de 2013

VISANDO O FUTURO


É com grande satisfação que foi tomado no dia de ontem o terreno no qual será sedeada a nova ABMDPII, um grande benefício para a população da região serrana, sacrificada pelos deslisamentos decorrentes das pesadas chuvas de verão e ocupação desordenada, que já foi palco de muitas catástrofes dessa natureza.
Esse é com certeza um pesado investimento na corporação que sugere uma expansão nas atividades acadêmicas do quartel-escola, o qual se projeta inauguração para dezembro de 2015.  E é justamente essa a parte que nos preocupa.



Segundo a Lei Estadual nº 5175,de 28 de 28 de Dez de 2007 fixa o efetivo do CBMERJ em 23.450 homens e dá outras providências. Isso é regulamentado em lei para que a folha de pagamento do funcionalismo estadual não seja comprometida. Também regulamentado por lei está a abertura do concurso anual para novos cadetes. Ora, nos dias de hoje, já possuímos em nossos quadros um número de oficiais superiores maior do que no número de soldados, com as atividades expandidas esse quadro tende a agravar.

Para piorar a situação temos portarias CMBERJ como a 401 e a 417 ambas de 2005 que demandam bombeiros militares para órgãos externos. Essa demanda é tão significativa que temos uma Diretoria Geral de Pessoal exclusiva para órgão externo (DGP OE), contudo, esses militares continuam na folha do CBMERJ, ou seja, dentro do teto da lei supracitada. Em consequência muitas praças que deveriam ocupar lugares no socorro estão destacadas da atividade fim e como resultado temos uma inversão na pirâmide administrativa que é base fundamental para estrutura hierárquica de qualquer força militar. 
Para fim de exemplificar, é como uma firma com mais gerentes do que funcionários, ou um colégio com mais inspetores do que alunos. São muitos para decidir e fiscalizar e poucos para fazer.


A gravidade da situação é ampla, gerando desrespeito a outras leis como o Estatuto do Bombeiro Militar cap. II seção III artigos 30, 32, 33 e 35,  pois, coloca oficiais e suboficiais na função de sargentos e sargentos exercendo funções destinadas a cabos e soldados. Estão praticamente extintas na corporação as melhorias referentes a ascensão de círculos, que por mais que estejam previstos com prerrogativas e funções em lei, sua inobservância é constante.
     Na prática temos o circulo dos coronéis, dos demais oficiais e das praças.


Esses oficiais buscam ascensão ao comando, que não ocorre por antiguidade como preza o militarismo, mas, por indicação, e não há postos de comando disponíveis a tantos, sobrando-lhes apenas duas opções: trabalhar além do previsto como forma de mostrar serviço; só que quem executa os excessos é a tropa, ou a fiscalização excessiva desta, gerando a grande massa de abusos que vivenciamos  ou os absurdos da 4ª parte do boletim interno diariamente.

                          




Infelizmente os recursos de defesa disponíveis são completamente ineficazes,pois contam com a boa vontade de quem cometeu o excesso ou de seus colegas de escola, levando os militares oprimidos a revolta, a recorrer externamente, juridicamente, utilizar-se da imprensa em fim, todos os meios possíveis que algumas vezes acaba expondo o nome da nossa amada corporação.



Ao contrário do que já foi dito antes, somos militares, amamos o casarão vermelho, não defendemos a  anarquia e tampouco a desmilitarização, contudo, reconhecemos nosso valor e não estamos dispostos a dar nosso suor para defender os interesses particulares dos que nos querem usar como trampolim para inserção na política da cadeia de comando interna.  
Não somos mercenários contratos ou penitentes do século passado, mas funcionários públicos concursados...          

Compreendemos e admiramos o esforço de nosso Comandante Geral em adquirir nova sede para expansão do Corpo de Bombeiros e buscando a melhoria em instalações para atender o aprimoramento técnico-profissional dos novos oficiais; E como ÚNICO no momento a nos representar como tropa militar, deixamos aqui encarecidamente nossas suplicas: refaça a estrutura piramidal militar, pois se o topo for mais largo que a base, naturalmente a estrutura irá ruir, principalmente se o topo perfura a base constantemente; estimule os dogmas de camaradagem e o de respeito MÚTUO que o senhor mesmo discursou, crie mecanismos de defesa eficazes aos subordinados, para que fiquem sim submetidos a um regulamento e não a mercê da vontade alheia, e terá um corpo de bombeiros solido, unido e como gostamos... militar.
Somos militares antes der sermos bombeiros pois servimos no Exército Brasileiro, onde a política ficava mais longe da tropa e lá aprendemos um ditado pertinente: “O guia é o espelho da Tropa.”

Se veja em nós Comandante, e nós o seguiremos como seu próprio reflexo. 

Equipe S.O.S. Guadalupe   

Nenhum comentário:

Postar um comentário